Governo e Política
O Reino Unido é uma monarquia constitucional com Rainha Elizabeth II como chefe de Estado; o monarca do Reino Unido também atua como chefe de Estado de outros quinze países da Commonwealth, colocando o Reino Unido em uma união pessoal com aqueles outros países. A Coroa tem soberania sobre a Ilha de Man e os Bailiados de Jersey e Guernsey. Em conjunto, estes três territórios são conhecidos como as dependências da Coroa, terras pertencentes ao monarca britânico, mas que não fazem parte do Reino Unido. Elas também não fazem parte da União Européia. No entanto, o Parlamento do Reino Unido tem autoridade para legislar sobre as dependências, e o governo britânico cuida das relações exteriores e da defesa das dependências. O Reino Unido tem um governo parlamentar baseado em fortes tradições: o Sistema de Westminster, foi copiado em todo o mundo - um legado do Império Britânico. A Constituição do Reino Unido governa o quadro jurídico do país, e é composto principalmente de fontes escritas, incluindo estatutos, jurisprudência, e tratados internacionais. Como não existe diferença técnica entre estatutos comuns e leis, considerados "Direito Constitucional", o Parlamento britânico pode executar "reformas constitucionais" simplesmente pela aprovação de Atos parlamentares e, portanto, tem o poder para alterar ou abolir quase qualquer elemento escrito ou não-escrito da Constituição. No entanto, o Parlamento não pode aprovar leis que os futuros parlamentares não possam mudar.[91] O Reino Unido é um dos três países no mundo de hoje que não tem uma Constituição codificada (sendo os outros dois a Nova Zelândia e Israel).[92] A posição de Primeiro-ministro, chefe de governo do Reino Unido, pertence ao membro do Parlamento que consegue a confiança da maioria na Câmara dos Comuns, normalmente o actual líder do partido político com maior representação nessa câmara. O Primeiro-Ministro e o Gabinete são formalmente nomeados pelo monarca para formar o Governo de Sua Majestade. Entretanto o Primeiro-ministro é quem escolhe o Gabinete, e por convenção, a Rainha respeita a escolha do Primeiro-Ministro. O Gabinete é tradicionalmente formado por membros do partido do Primeiro-Ministro nas duas casas legislativas, mas principalmente da Câmara dos Comuns. O poder executivo é exercido pelo Primeiro-Ministro e seu Gabinete, os quais são empossados no Mais Honorável Conselho Privado de Sua Majestade, e tornam-se Ministros da Coroa. Gordon Brown, líder do Partido Trabalhista, foi o Primeiro-Ministro,Primeiro Lorde do Tesouro e Ministro do Serviço Público a partir de 27 de Junho de 2007. No entanto, após as eleições de 2010, Brown renunciou no dia 11 de maio de 2010. A decisão foi tomada na medida em que convervadores e liberais-democratas se aproximam de um acordo para formar um novo governo. A saída de Brown encerra um ciclo de 13 anos de governos trabalhistas no Reino Unido, iniciado quando Tony Blair derrotou o conservador John Major em 1997. Na terça-feira, dia 11 de maio de 2010, a rainha Elizabeth II encarrega David Cameron como novo primeiro-ministro inglês para formação de um governo.[93] Os três maiores partidos políticos britânicos são: o Partido Trabalhista, o Partido Conservador, e os Liberais Democratas, conquistando entre eles 616 dos 646 lugares disponíveis na Câmara dos Comuns, nas Eleições Gerais de 2005. A maior parte dos lugares restantes foram ganhos por partidos que disputam as eleições em apenas uma parte do Reino Unido, tais como o Partido Nacional Escocês (apenas na Escócia), Plaid Cymru(apenas no País de Gales), e os Partido Unionista Democrático, Partido Trabalhista e Social Democrático, Partido Unionista do Ulster, e Sinn Féin (só na Irlanda do Norte, apesar de o Sinn Féin também disputar as eleições na Irlanda). De acordo com a política do partido, nenhum membro do Sinn Féin eleito para o Parlamento jamais foi à Câmara dos Comuns para discursar na Câmara em nome dos seus eleitores, porque os deputados do Parlamento são obrigados a fazer um juramento de fidelidade à rainha. No entanto, os atuais cinco deputados do Sinn Féin têm, desde 2002, usado os escritórios e outras instalações disponíveis em Westminster.[95]
Nas eleições para a Câmara dos Comuns, o Reino Unido está atualmente dividido em 646 círculos eleitorais, com 529 na Inglaterra, 18 na Irlanda do Norte, 59 na Escócia e 40 no País de Gales, embora este número aumente para 650 nas próximas eleições gerais. Cada círculo eleitoral elege um membro do Parlamento por pluralidade simples. As eleições gerais são convocadas pelo monarca quando o Primeiro-Ministro assim aconselhar-lhe. Embora não haja um tempo mínimo para um Parlamento, uma nova eleição deve ser convocada no prazo de cinco anos após a ùltima eleição geral. Para as eleições do Parlamento Europeu, o Reino Unido tem 78 deputados, eleitos através de 12 círculos eleitorais pelo método de múltiplos vencedores. As questões sobre soberania têm sido apresentadas devido à adesão do Reino Unido à União Européia.[94]O Parlamento do Reino Unido, que reúne-se no Palácio de Westminster é a autoridade legislativa máxima no Reino Unido. Ele é constituído por duas câmaras: uma Câmara dos Comuns, eletiva, e uma Câmara dos Lordes, nomeada, e qualquer projeto de lei aprovado exige o parecer favorável da Rainha para tornar-se lei. O parlamento devolvido na Escócia e as assembléias devolvidas na Irlanda do Norte, e País de Gales foram criadas após a aprovação pública, expressa através de referendos, mas estas não são entidades soberanas e podem ainda serem suprimidas pelo parlamento britânico.